PODCAST LITERACIA EM JOGO E APOSTAS
Explore aqui as séries, ouça os episódios e partilhe — a literacia é a melhor aposta.

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PODCAST
No jogoresponsável.pt lançamos o podcast “Literacia em Jogo e Apostas”: episódios curtos, claros e práticos para compreender o jogo, decidir melhor e jogar com segurança. Aqui encontrará séries temáticas que organizam os episódios por assunto, com explicações simples, exemplos úteis e dicas de proteção para jogadores, famílias e profissionais.
O objetivo é simples: informar para capacitar, promovendo escolhas conscientes e responsáveis.
Explore as séries, ouça os episódios e partilhe:
SÉRIE 1 – INTRODUÇÃO À LITERACIA DO JOGO
- Episódio 1 – Porque falamos sobre jogo?
- Episódio 2 – Como definir limites antes de jogar?
- Episódio 3 – O que é Literacia de Jogo?
- Episódio 4 – Sabe qual é o seu perfil de jogador?
- Episódio 5 – Quando o jogo deixa de ser divertido.
- Episódio 6 – Jogar com consciência é possível?
SÉRIE 2 – DECISÕES NO JOGO: COMO MANTER O CONTROLO
- Episódio 7 – Por que apostamos? O que nos motiva a jogar?
- Episódio 8 – Como os jogos nos prendem: mecanismos psicológicos.
- Episódio 9 – Dicas práticas para manter o controlo enquanto joga.
- Episódio 10 – Mitos e crenças no jogo: porque eles enganam?
- Episódio 11 – O impacto invisível: quando o jogo afeta a vida pessoal.
- Episódio 12 – Prevenir é jogar melhor: recursos para quem quer equilíbrio.
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CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS, EMOCIONAIS, FINANCEIRAS E DE SAÚDE
As pessoas com sérios problemas de jogo podem sofrer graves consequências sociais, emocionais, financeiras e de saúde.

IMPACTO NOS INDIVÍDUOS

Alguns dos problemas mais comuns que as famílias de jogadores compulsivos enfrentam:
> Perdas financeiras graves;
> Problemas relacionados com o trabalho: produtividade mais baixa, maior absentismo e perda de emprego;
> Problemas emocionais ou de saúde (depressão, ansiedade e problemas com álcool ou outras drogas);
> Elevada tendência para o suicídio;
> Separação nas relações conjugais e familiares;
> Envolvimento em atividades ilícitas para suportar o seu jogo.
IMPACTO NAS FAMÍLIAS

Da mesma forma que existem, para os jogadores, diferentes níveis de problemas com o jogo a dinheiro, as famílias também são afetadas de várias formas e em diferentes níveis.
Uma vez que o jogo a dinheiro pode ser ocultado durante muito tempo, muitas famílias ficam chocadas quando descobrem o impacto total das perdas de um dos seus membros com o jogo. E se, de facto, algumas famílias conseguem recuperar, nem todas conseguem resistir a esses problemas, razão pela qual as taxas de separações e divórcios são significativamente mais altas nas famílias dos jogadores, do que na população em geral.
Alguns dos problemas mais comuns que as famílias de jogadores compulsivos enfrentam:
Crise financeira
O impacto negativo mais comum é uma séria perda financeira.
Os problemas podem surgir, primeiro, com uma súbita crise monetária: as poupanças, propriedades e bens podem ser esbanjados. Gastos excessivos no jogo refletem-se, muitas vezes, em contas que não são pagas, bens de primeira necessidade que são eliminados e o dinheiro para compras essenciais torna-se escasso. Encobrir as dívidas, roubar dinheiro e ter fundos secretos para o jogo são atitudes comuns. A pessoa que joga pode não querer que a sua família perceba a verdadeira dimensão do que se está a passar financeiramente.
Dificuldades emocionais e isolamento
Emoções intensas, dentro das famílias, são comuns e podem tornar difícil a resolução do problema. As famílias podem sentir-se desesperançadas e incapazes de encontrar soluções para os seus problemas. A pessoa que joga pode até negar que exista um problema.
O isolamento é outra consequência provável:
> Muitos cônjuges não querem estar emocional ou fisicamente próximos de alguém em que não se confia;
> Muitas famílias e pessoas que jogam evitam aqueles que geralmente lhes dão suporte emocional e apoio porque se sentem envergonhados;
> Amizades podem terminar por causa de dívidas por pagar, o que causa conflitos familiares.
Problemas de saúde
O stress do jogo pode causar problemas de saúde, quer ao jogador, quer à sua família.
Os problemas mais comuns incluem ansiedade, depressão e distúrbios relacionados com o stresse, como dificuldade em adormecer, úlceras, síndrome do cólon irritável, perturbações alimentares, dores de cabeça, dores nos músculos e dores diversas.
Em comparação com a população em geral, as pessoas que jogam e os seus cônjuges/companheiros têm mais probabilidade de vira a ter problemas com o álcool ou outras drogas bem como maior probabilidade de tentar o suicídio.
Exaustão
Muitas famílias sob stress têm dificuldades em lidar com o impacto gerado pelo jogo problemático.
Um familiar pode mesmo tentar manter a situação sob controlo, mas tal pode levar à fadiga mental e física. Os membros da família podem tornar-se tão concentrados na pessoa que joga que se esquecem de cuidar de si próprios e de disfrutarem a sua vida.
Impacto nas crianças
Quando um progenitor tem um problema com o jogo, as crianças podem sentir-se esquecidas, negligenciadas, deprimidas e revoltadas.
Podem acreditar que são a causa do problema e que, se fossem “boas”, o problema iria desaparecer.
Algumas assumem papéis parentais, de forma a compensar o pai/mãe ausente. Podem sentir-se obrigados a tomar partido nas discussões conjugais. Outras podem ficar deprimidas ou ter problemas na escola.
Os filhos dos adultos com problemas com o jogo têm duas vezes mais probabilidades de tentar o suicídio e de ter notas mais baixas do que os seus colegas; têm, também, maiores probabilidades de desenvolver problemas com o álcool e outras drogas e de se envolverem em atividades ilícitas.
Os filhos de jogadores podem precisar de ajuda para perceber que os problemas da sua família não são culpa deles e para voltar às rotinas da vida da infância.
Ansiedade e depressão
Quer as pessoas com problemas com o jogo, quer as suas famílias, correm o risco de sofrerem de ansiedade e depressão.
Os sintomas da depressão incluem:
> Perda de interesse em atividades normais;
> Sentir-se letárgico (sem energia) e irritadiço;
> Alterações no sono (por exemplo, problemas em adormecer, em dormir ou dormir em demasia);
> Alterações no apetite, perda ou aumento de peso;
> Sentimentos de impotência e desespero;
> Dificuldade em raciocinar e recordar ou lentidão de pensamento;
> Sentimentos de culpa e pensamentos obsessivos, reais ou imaginados;
> Perda de interesse afetivo e desejo sexual;
> Fadiga física ou agitação e inquietude;
> Pensamentos suicidas.
Risco de suicídio
As pessoas que jogam em excesso e as suas famílias evidenciam taxas de suicídio mais elevadas.
O risco de suicídio aumenta para as pessoas que também têm problemas de saúde mental ou problemas com o álcool e outras drogas. As pessoas que tenham tentado o suicídio ou um historial de automutilação também têm um risco agravado uma vez envolvidas em jogo problemático..
As pessoas podem estar com pensamentos suicidas se:
> Falarem do suicídio e disserem que têm um plano;
> Demonstrarem alterações no comportamento, aparência ou disposição;
> Parecerem deprimidas, tristes e ausentes;
> Oferecerem objetos pessoais com valor sentimental;
> Se prepararem para a morte, ao fazer um testamento ou ao divulgarem os seus desejos finais.
Impactos na sociedade
Os custos do problema do jogo são difíceis de quantificar, mas este problema afeta, de várias formas, a sociedade, que é muitas vezes chamada a cobrir os custos dos cuidados de saúde e tratamento do problema de jogo, perdas por falência, processos cíveis ou criminais, bem como o aumento do policiamento, prisão e segurança. O mal que o jogo pode causar às famílias, amigos, colegas de profissão e entidades patronais é também parte do seu impacto na sociedade.
Crime
A grande maioria dos crimes relacionados com o jogo não é violenta; peculato, falsificação de cheques, roubo de cartão de crédito, furto de bens, evasão fiscal, fraude de seguros, roubo de funcionários e fraude são crimes comuns relacionados ao jogo.
Entre os mais problemáticos e menos compreendidos custos do jogo estão os crimes relacionados com o jogo
Entre os jogadores problemáticos, verificam-se elevadas taxas de atividade criminosa relacionada com o jogo.
Estudos sobre o jogo em estabelecimentos prisionais, noutros países, demonstram igualmente que os problemas com o jogo estão fortemente ligados ao comportamento criminoso (entre 17 a 60% dos reclusos tem problemas com o jogo, em comparação com a população em geral). A prisão pode, também, agravar um problema de jogo já existente, dado que os reclusos têm um acesso facilitado a muitas formas de jogo – o jogo é uma parte da subcultura das populações prisionais. Muitos reclusos podem correr o risco de sofrerem lesões graves ou até mesmo de morrer se as dívidas de jogo não forem pagas.
Atenção: A informação desta página não é para ser usada com fins de diagnóstico efetivo ou tratamento. Não fornecemos serviços de diagnóstico ou tratamento através da Internet.
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Apoio
Para o ajudar a tomar uma decisão sobre a possibilidade de reduzir os seus comportamentos de jogo, pode querer fazer uma avaliação mais detalhada junto de um especialista. Nesse caso, poderemos prestar-lhe informação sobre os recursos gratuitos existentes em Portugal.

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